A noite desta quinta-feira (26.02) foi marcada por tensão e protestos no bairro Compensa, zona Oeste de Manaus. Moradores e familiares de Bruno Girão Santos, de 22 anos, fecharam trechos da Avenida Brasil em uma manifestação clamando por justiça. O grupo acusa agentes da Guarda Municipal de Manaus de serem os autores dos disparos que tiraram a vida do jovem na madrugada de hoje.
Com cartazes, gritos de ordem e barricadas feitas de pneus e colchões em chamas, os manifestantes interromperam o fluxo de veículos em uma das principais vias da zona Oeste. O objetivo do ato foi chamar a atenção das autoridades para as circunstâncias da morte de Bruno, ocorrida no Beco União.
Equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram deslocadas para o local para monitorar a situação e controlar o fogo nas barricadas, garantindo a segurança de quem trafegava pela região.
Segundo relatos da família, Bruno estava retornando do trabalho e teria entrado no beco para encontrar um amigo quando foi atingido.
Além da revolta pela morte, os familiares também criticaram a demora na liberação do corpo por parte do Instituto Médico Legal (IML).
Insegurança no Bairro
Durante o ato, moradores relataram que esta não é a primeira ocorrência grave envolvendo abordagens na região e cobraram uma postura mais rigorosa dos órgãos de segurança pública. Eles alegam que a comunidade vive sob constante clima de medo.
Investigação
O caso agora deve ser investigado pela Polícia Civil do Amazonas, que deve apurar se houve participação de agentes públicos na ação e analisar as provas e depoimentos colhidos no local.





