Levantamento aponta equilíbrio entre blocos políticos e disputa aberta nos bastidores da Assembleia
A eleição indireta que deve definir o novo governador tampão do Amazonas deve ocorrer já na próxima semana na Assembleia Legislativa do Estado (ALEAM) e revela um cenário de forte divisão entre os deputados estaduais.
Com a vacância no comando do Executivo, os parlamentares serão responsáveis por escolher quem assume o governo até o fim do mandato, em uma disputa que, até o momento, não apresenta favorito.
Blocos chegam equilibrados
Levantamento dos bastidores indica que os principais grupos políticos chegam praticamente empatados.
De um lado, estão parlamentares ligados ao senador Omar Aziz, como Alessandra Campelo, Mayra Dias, Ednailson Rozenha e Wilker Barreto, além de Sinésio Campos, do PT.
O grupo também reúne deputados do MDB, como Cristiano Dângelo e Thiago Abrahim, e conta ainda com a deputada Dra. Mayara, do Republicanos.
Com possibilidade de ampliar alianças, esse bloco pode alcançar maioria ao atrair deputados de outras siglas.
Do outro lado, o União Brasil reúne nomes como Adjuto Afonso, Wanderley Monteiro, Dr. Gomes, Mário César Filho, Joana Darc, Carlinhos Bessa e George Lins.
Esse grupo conta ainda com Felipe Souza, do PRD, e deputados do PL, como Delegado Péricles, Cabo Maciel e Débora Menezes, que tradicionalmente se alinham ao governo.
Voto pode ser decidido no detalhe
Com forças tão próximas, a eleição deve ser definida voto a voto, com articulações intensas nos bastidores.
A proximidade do calendário eleitoral aumenta a pressão sobre os deputados, que precisam equilibrar decisões políticas com seus próprios projetos eleitorais.
Empate abre possibilidade de desfecho incomum
O cenário de equilíbrio levanta a possibilidade de empate na votação.
Nesse caso, a definição pode seguir um critério previsto constitucionalmente, a idade dos candidatos, favorecendo o mais velho.
Definição deve influenciar cenário político
Mais do que a escolha de um governador tampão, a eleição deve impactar diretamente o ambiente político do Amazonas nos próximos meses, influenciando alianças e estratégias para o processo eleitoral deste ano.
Foto: Reprodução/Internet
Eleição indireta na Assembleia Legislativa ocorre em meio a cenário de empate entre blocos políticos e forte pressão partidária
A eleição indireta para o governo tampão do Amazonas, que deve ocorrer nos próximos dias na Assembleia Legislativa do Estado (ALEAM), revela um cenário de equilíbrio inédito entre os principais grupos políticos e pode ser decidida por um critério pouco comum: a idade dos candidatos.
Levantamento da composição atual da Casa indica que a disputa está, na prática, tecnicamente empatada, com dois blocos articulados reunindo, cada um, 12 deputados estaduais, número que corresponde exatamente à metade do Parlamento.
O cenário coloca em evidência o peso das articulações de bastidor e o papel estratégico das lideranças partidárias, especialmente diante do risco de infidelidade política em ano eleitoral.
Dois blocos, mesma força
De um lado, está o grupo político ligado ao senador Omar Aziz, que reúne parlamentares do PSD, PT, MDB e parte do Republicanos. Nesse bloco estão nomes como Alessandra Campelo, Mayra Dias, Ednailson Rozenha e Wilker Barreto, além de Sinésio Campos (PT).
A esse grupo se somam deputados do MDB, Cristiano Dângelo e Thiago Abrahim, e a deputada Dra. Mayara, do Republicanos, ampliando a base de apoio.
Com articulação ampliada, o grupo ainda pode contar com deputados do Avante, partido do prefeito David Almeida, além de integrantes do Republicanos, chegando ao total de 12 parlamentares.
Do outro lado, está o bloco mais alinhado ao governo estadual e ao União Brasil, que reúne sete deputados da sigla, Adjuto Afonso, Wanderley Monteiro, Dr. Gomes, Mário César Filho, Joana Darc, Carlinhos Bessa e George Lins.
A esse grupo se somam Felipe Souza, do PRD, e três deputados do PL, Delegado Péricles, Cabo Maciel e Débora Menezes, consolidando também 12 votos.
Pressão partidária e risco de infidelidade
Apesar da divisão matemática equilibrada, o cenário está longe de ser estático. Deputados que eventualmente contrariem a orientação de seus partidos podem enfrentar sanções internas e até risco de perda de legenda, fator decisivo em ano pré-eleitoral.
Esse contexto fortalece o papel das lideranças partidárias, que atuam para manter coesão interna e evitar surpresas no plenário.
Nos bastidores, a expectativa é de intensificação das negociações até o momento da votação, com possibilidade de reconfiguração dos apoios.
Desempate pode vir por critério de idade
Caso o empate se confirme no plenário, a definição do novo governador tampão poderá ocorrer por um critério previsto constitucionalmente, mas raramente utilizado, a idade.
Nessa hipótese, o candidato mais velho entre os concorrentes seria declarado vencedor.
O mecanismo já foi aplicado anteriormente na própria ALEAM, em uma disputa pela presidência da Casa na década de 1990, quando Manoel do Carmo Chaves, o Maneca, venceu Lupércio Ramos após empate na votação.
Diferentemente de outros momentos políticos no estado, a eleição indireta atual não apresenta um favorito claro até o momento. O equilíbrio entre os blocos transforma o processo em uma disputa aberta, marcada por articulação intensa e alto grau de imprevisibilidade.
A definição do governador tampão deve influenciar diretamente o ambiente político do Amazonas nos próximos meses, especialmente diante do calendário eleitoral que se aproxima.





