Defesa de taxista nega agressão a adolescente e denuncia linchamento virtual

A defesa do taxista Ademir da Silva Castro se manifestou oficialmente na manhã desta quinta-feira (30) sobre a acusação de agressão contra uma adolescente de 12 anos, ocorrida na última segunda-feira (27.03), no bairro Cidade Nova. O advogado Alcleciney Ferreira contesta a versão da família da vítima e afirma que, até o momento, não há comprovação técnica de contato físico entre seu cliente e a jovem.

De acordo com o defensor, o incidente teria sido motivado por uma discussão de trânsito. O advogado relata que o taxista quase atropelou a menina, que estava no meio da rua, o que deu início a uma troca de insultos. A defesa alega que a adolescente teria ofendido o motorista ao chamá-lo de “corno”, o que, segundo Ferreira, “quase caracterizou uma injúria”.

“Não tem a comprovação que ele encostou na vítima. O que sabemos é que estão circulando vídeos da suposta agressão que não foram periciados. Isso fragiliza o processo e faz com que ocorra um linchamento virtual”, declarou o advogado.

O taxista ainda não se apresentou ao 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde o caso é investigado. A defesa justificou a ausência informando que ainda não teve acesso ao inquérito policial devido a operações externas da equipe da delegacia.

Além disso, o advogado ressaltou que Ademir Castro sofre de hipertensão e está com o “psicológico abalado” devido a ameaças que vem recebendo após a repercussão das imagens nas redes sociais. A defesa assegura, no entanto, que o motorista pretende colaborar com as investigações assim que o acesso aos autos for liberado.

RELEMBRE O CASO

O episódio aconteceu na Rua Araras, Núcleo 2. Segundo o relato da vítima, Pyetra Yasmim, ela retornava da escola com uma amiga quando um carro branco freou bruscamente próximo a elas.

Imagens de câmeras de segurança da área registraram o momento em que o veículo, após passar pelas jovens, retorna de marcha à ré. O motorista então desembarca e, conforme a denúncia e os relatos de testemunhas, atinge a adolescente com um soco no rosto antes de fugir do local.

A Polícia Civil do Amazonas aguarda a conclusão dos laudos periciais e o depoimento formal do suspeito para dar prosseguimento ao inquérito.

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