As chamas no Distrito Industrial II já duram mais de 72 horas, devastaram área superior a 15 mil metros quadrados e lançaram nuvem de fumaça que deixou a qualidade do ar em nível ‘péssimo’ na capital.
O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) passou a empregar, na manhã desta quinta-feira (8), uma nova aeronave de combate a incêndios para conter as chamas que atingem um terreno e uma área de mata no bairro Distrito Industrial II, Zona Leste de Manaus. O fogo teve início na terça-feira (6) e já ultrapassa 48 horas de duração.
Trata-se da estreia do modelo Thrush S2R-510 em operações na capital amazonense. A aeronave possui um reservatório interno (hopper) capaz de armazenar e lançar até 1.930 litros de água por sobrevoo, atuando a velocidades entre 145 km/h e 241 km/h. O avião integra um pacote de investimentos e aquisições recentes feitos pelo Governo do Estado em conjunto com a Defesa Civil do Amazonas.
Combate intensivo e monitoramento
O fogo teve início em uma área utilizada para o descarte irregular de resíduos e avançou sobre a vegetação nativa. Já na quarta-feira (7), o CBMAM confirmou que o incêndio havia superado os 15 mil metros quadrados.
A operação mobiliza bombeiros e brigadistas, que já lançaram mais de 150 mil litros de água no local. Além do apoio aéreo, as equipes contam com:
5 viaturas Auto Bomba Tanque Florestal (ABTF) para combate terrestre e acesso a trechos íngremes, drones para mapeamento térmico e identificação de focos subterrâneos e ações contínuas focadas nas etapas de rescaldo e monitoramento.
As causas do incêndio continuam sob investigação pelas autoridades competentes.
Fumaça deteriora a qualidade do ar na capital
A densa coluna de fumaça gerada pelo queimada se espalhou por diversos bairros de Manaus, degradando severamente a qualidade do ar. Segundo dados da plataforma internacional IQAir, Manaus chegou a liderar o ranking nacional entre as cidades com o ar mais poluído do país nesta quinta-feira.
O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), mantido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), classificou o ar da capital como “péssimo”. Nos bairros Morro da Liberdade e Educandos, a concentração de partículas poluentes atingiu pico de 211 µg/m³ — valor significativamente superior ao limite máximo considerado saudável pela escala Selva (até 25 µg/m³).





