Capital amazonense registrou precipitação intensa na manhã desta sexta-feira (30) após oito dias consecutivos de fumaça. Órgãos de segurança emitiram alertas para risco de alagamentos e deslizamentos.
Uma forte chuva atingiu diferentes bairros de Manaus na manhã desta sexta-feira (30), trazendo alívio após oito dias consecutivos de fumaça intensa que encobriam a capital amazonense, mas causando uma série de transtornos para a população. Em um intervalo de apenas 40 minutos, a Defesa Civil emitiu dois alertas devido ao risco de alagamentos e deslizamentos de terra.
Na Rua Oscar Borel, no bairro Compensa (zona oeste), a água transbordou e invadiu a frente de uma banca de frutas. Outros registros mostraram ruas completamente alagadas nas proximidades do Parque Gigantes da Floresta, no bairro Novo Aleixo, onde motoristas precisaram redobrar a atenção para atravessar os trechos cobertos pela água.
No Parque Mosaico, na zona centro-oeste da cidade a rua Sicilia ficou completamente alagada dificultando a passagem de veículos

Diante do cenário, a Defesa Civil orientou os moradores a se afastarem de encostas e buscarem locais seguros. O temporal também provocou interrupções no fornecimento de energia elétrica em Manaus e em municípios da Região Metropolitana. Em nota, a concessionária Âmbar Energia informou que as equipes de manutenção e normalização do sistema retomarão os serviços assim que as condições meteorológicas permitirem.
Previsão do tempo
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a instabilidade deve continuar. Há previsão de novas pancadas de chuva para a tarde e a noite desta sexta-feira, com temperaturas variando entre 27°C e 35°C. Para o sábado (31), a previsão indica a possibilidade de chuvas isoladas na capital, com termômetros marcando entre 25°C e 35°C.
Período de transição
Segundo a meteorologista Andrea Ramos, o Amazonas atravessa atualmente um período de transição entre o verão amazônico — marcado por temperaturas mais altas e menor volume de chuvas — e o inverno amazônico, quando as precipitações se tornam mais frequentes e volumosas.
A especialista destacou que essa mudança climática ocorre sob a influência de um El Niño intenso, fenômeno que se fortalece no Oceano Pacífico Equatorial e altera a circulação atmosférica e a distribuição das chuvas em diversas regiões do Brasil.





