Papa Francisco reaparece na Praça São Pedro durante o Jubileu dos Enfermos

O papa Francisco fez uma aparição surpresa neste domingo (6) na Praça São Pedro, no Vaticano, durante a celebração do Jubileu dos Enfermos, um dos eventos principais do Ano Santo dedicado à evangelização e ao cuidado com os que sofrem.

Ainda em recuperação de uma pneumonia bilateral, o pontífice, de 88 anos, chegou ao altar principal em uma cadeira de rodas, acompanhado por seu enfermeiro pessoal, Massimo Strappetti. A missa foi presidida por dom Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização, que celebrou em nome do Papa. Ao final da cerimônia, Francisco abençoou os fiéis, apesar de demonstrar certa dificuldade.

A presença de Deus no sofrimento

Na tradicional mensagem do Angelus, o Papa refletiu sobre o Evangelho do 5º Domingo da Quaresma e falou sobre o “dedo de Deus” — uma expressão usada para descrever a ação divina na vida humana. Ele disse ter sentido essa “carícia benevolente” de Deus tanto durante sua internação no Hospital Gemelli quanto nos dias de convalescença em sua residência, na Casa Santa Marta.

“Peço ao Senhor que essa carícia de amor alcance todos os que sofrem e encoraje aqueles que cuidam deles”, escreveu o Papa, em mensagem divulgada pelo Vaticano.

Apoio aos profissionais de saúde

Francisco demonstrou preocupação com as condições de trabalho de médicos, enfermeiros e demais profissionais da saúde, que muitas vezes enfrentam jornadas exaustivas e até situações de violência. “Essa missão não é fácil e deve ser apoiada e respeitada”, afirmou. Ele ainda pediu que líderes mundiais invistam em pesquisa médica e em sistemas de saúde mais inclusivos, especialmente para os mais pobres e frágeis.

Apelo pela paz

Como de costume, o Papa aproveitou a ocasião para clamar pela paz no mundo. Pediu orações pela Ucrânia, onde ataques recentes fizeram muitas vítimas civis, incluindo crianças, e pela Faixa de Gaza, onde a população enfrenta condições desumanas, sem abrigo, comida ou água potável. Francisco clamou pela retomada do diálogo, pela libertação de reféns e pelo fim dos confrontos.

O pontífice também citou conflitos no Sudão, Sudão do Sul, República Democrática do Congo e em Mianmar, recentemente atingida por um terremoto. Lamentou, ainda, o assassinato de duas freiras no Haiti, denunciando a escalada da violência no país.

Esporte como sinal de esperança

Neste domingo também foi celebrado o Dia Mundial do Esporte para a Paz e o Desenvolvimento. O Papa destacou que o esporte pode ser uma ferramenta de inclusão social e uma esperança para os que mais sofrem. Por fim, agradeceu às detentas da prisão feminina de Rebibbia, na Itália, por um cartão que lhe enviaram.

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