A paralisação parcial do transporte coletivo em Manaus chegou ao segundo dia nesta quarta-feira (16), afetando diretamente a rotina de mais de 300 mil usuários, segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram).
De acordo com o sindicato patronal, 397 ônibus de sete empresas deixaram de circular desde as primeiras horas da manhã. A mobilização foi mantida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus, que reivindica um reajuste salarial de 12% e a manutenção da função de cobrador em parte da frota.
A greve foi autorizada judicialmente, mas deve seguir limites impostos pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), que determinou a operação mínima de 70% da frota nos horários de pico e de 50% nos demais períodos. O descumprimento pode resultar em multa de R$ 60 mil por hora. A Justiça também proibiu bloqueios nas garagens das empresas e manifestações a menos de 150 metros das entradas dos estabelecimentos.
Nos terminais de integração, usuários relataram maior tempo de espera e aglomerações na entrada dos coletivos. Em alguns pontos, a situação foi considerada pior do que no primeiro dia de paralisação.
Apesar da declaração inicial de que a paralisação de terça-feira (15) seria apenas um aquecimento para uma greve mais ampla, o movimento não avançou em intensidade nesta quarta e, até o momento, não há previsão de ampliação.
Durante reunião realizada na sede do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), com participação da Prefeitura de Manaus, do Sinetram e do sindicato dos trabalhadores, foram discutidos pontos como a retirada gradual da função de cobrador e o reajuste salarial, dentro das negociações da Convenção Coletiva de Trabalho 2025/2026. As tratativas continuam sem acordo.
A Prefeitura de Manaus informou que acompanha o movimento grevista e reforçou a necessidade de equilíbrio entre o direito à manifestação dos trabalhadores e a prestação de um serviço essencial à população. Já o Sinetram afirma que mantém o diálogo aberto, buscando soluções viáveis para garantir tanto a sustentabilidade do sistema quanto a valorização da categoria.





