Foto: Reprodução
Criminosos atacaram veículos escolares e dispararam tiros contra a garagem municipal após ação policial que resultou na morte de dois adolescentes suspeitos de assalto.
O município de Envira, no interior do Amazonas, viveu momentos de pânico na noite de segunda-feira (29), quando criminosos incendiaram ônibus escolares da prefeitura e efetuaram disparos contra a garagem municipal. Segundo a Polícia Militar, o ataque foi uma retaliação à morte de dois adolescentes durante um confronto com policiais horas antes, após o assalto a uma casa lotérica.
De acordo com a PM, por volta das 15h, dois jovens armados reagiram à aproximação de policiais nas imediações de uma lotérica da cidade. Houve troca de tiros, e ambos morreram. Com os suspeitos, foram apreendidas armas de grosso calibre, levantando a hipótese de ligação com facções criminosas que atuam na região.
À noite, criminosos invadiram a garagem municipal e atearam fogo nos ônibus escolares usados para transportar estudantes da rede pública. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram veículos completamente tomados pelas chamas enquanto moradores entram em desespero. Em uma das gravações, mulheres aparecem rezando ajoelhadas, pedindo proteção, enquanto disparos de arma de fogo são ouvidos ao fundo.
Até o momento, não há confirmação de feridos. A prefeitura ainda não divulgou a quantidade exata de veículos incendiados nem se as aulas desta terça-feira (30) foram afetadas.
Reforço da segurança
A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou que enviou 20 policiais das equipes especializadas das polícias Militar e Civil para Envira, a fim de reforçar o policiamento ostensivo e dar suporte às investigações. Em nota, o órgão afirmou que “atuará de forma enérgica para neutralizar qualquer ataque que infrinja a ordem pública e trabalhará para resguardar e manter a segurança da população”.
Clima de medo
O ataque deixou moradores em estado de choque. Além da destruição dos ônibus, há relatos de que casas próximas chegaram a ser apedrejadas. Para muitos, o episódio expõe a fragilidade da segurança em municípios do interior e o impacto direto da ação do crime organizado sobre serviços essenciais, como o transporte escolar.





