Três adolescentes foram apreendidos pela Guarda Municipal na noite de quinta-feira (12.02), em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, suspeitos de envolvimento em um caso de extrema crueldade contra um animal. O crime, ocorrido no bairro Cordeiros, resultou na morte de um cão.
A ocorrência foi atendida pela Guarda Ambiental após denúncias de moradores da região. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Itajaí, testemunhas relataram uma sequência de agressões contra o animal
Quatro menores teriam jogado o cão no rio, após o animal sair da água, o grupo o teria levado até um prédio abandonado e o arremessado do alto da edificação.
Os agentes localizaram o cão já sem vida no local indicado. Dos quatro suspeitos identificados por testemunhas, três foram capturados e encaminhados à autoridade policial para os procedimentos cabíveis.
Eco de Tragédias Recentes
O caso em Itajaí ocorre em um momento de forte comoção no estado, logo após o “Caso Orelha”, registrado em Florianópolis no início do ano. Naquela ocasião, um cão comunitário morreu após agressões cometidas por adolescentes, gerando um debate nacional sobre a legislação vigente.
A repetição desse modus operandi — envolvendo grupos de menores e atos de violência severa contra animais — reacende a discussão sobre as medidas socioeducativas aplicáveis.
Lacuna Legislativa
A morte do cão em Itajaí deve impulsionar novamente o debate sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Atualmente, o dispositivo não prevê a internação de menores para atos infracionais relacionados exclusivamente à violência contra animais, o que tem gerado críticas de entidades de proteção animal e juristas.
A Polícia Civil de Santa Catarina deve assumir as investigações para identificar o quarto envolvido e formalizar a responsabilidade dos jovens apreendidos.





