Estado de saúde de Jair Bolsonaro se agrava com piora na função renal

O quadro de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma piora significativa nas últimas 24 horas. Segundo boletim médico divulgado neste sábado (14.03) pelo Hospital DF Star, onde o ex-mandatário está internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), houve um declínio na função renal e aumento nos marcadores inflamatórios do paciente.

Bolsonaro deu entrada na unidade hospitalar na última sexta-feira (13) para tratar uma pneumonia bacteriana bilateral, decorrente de um quadro de broncoaspiração. Devido à gravidade e ao potencial risco de insuficiência respiratória, os médicos classificaram o estado de saúde como de alto risco, mantendo vigilância constante.

BOLETIM MÉDIDO

Brasília, 14 de março de 2026 – O hospital DF Star informa que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração. Encontra-se estável clinicamente, porém apresentou piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios. Mantém o tratamento com antibióticos e hidratação por via endovenosa, fisioterapia respiratória e motora, além das medidas de prevenção de trombose venosa. Não há previsão de alta da UTI neste momento.

Tratamento e restrições

A equipe multidisciplinar que assiste o ex-presidente informou que o protocolo de tratamento permanece focado na administração de antibióticos e hidratação endovenosa. Além disso, Bolsonaro está sendo submetido a sessões de fisioterapia respiratória e motora, bem como a medidas preventivas contra a trombose venosa.

A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, permanece no hospital acompanhando o marido. A administração do hospital impôs restrições rigorosas ao fluxo de visitas, limitando-as a familiares próximos e proibindo o uso de aparelhos celulares no leito. Até o momento, não há previsão de alta médica.

Monitoramento judicial

Além da preocupação clínica, a estadia de Bolsonaro no DF Star é alvo de acompanhamento pelo Poder Judiciário. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Militar monitore a permanência do ex-presidente na unidade.

A medida visa assegurar o cumprimento dos protocolos de segurança e manter o STF constantemente atualizado sobre qualquer alteração nos deslocamentos do ex-mandatário. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de reclusão por tentativa de golpe de Estado, situação que mantém o Judiciário em estado de alerta sobre a custódia do paciente.

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