Vitor Hugo Oliveira Simonin, filho do agora ex-gestor José Carlos Simonin, é um dos foragidos pelo crime ocorrido contra uma adolescente de 17 anos.
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro confirmou a exoneração de José Carlos Simonin, subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, nesta terça-feira (3). A decisão ocorre após a revelação de que o filho do gestor, Vitor Hugo Oliveira Simonin, é um dos réus no caso de estupro coletivo contra uma jovem de 17 anos em Copacabana.
Em nota oficial, a pasta informou que a medida administrativa visa “resguardar a integridade institucional e assegurar a condução responsável dos fatos”. Até o momento, José Carlos Simonin não se manifestou publicamente sobre a saída do cargo.
O Crime e a Investigação
O caso, investigado pela 12ª DP (Copacabana), aconteceu no dia 31 de janeiro em um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro. Segundo o inquérito:
- A vítima foi atraída ao local por um ex-namorado adolescente.
- No imóvel, quatro homens e o menor de idade participaram da agressão.
- A jovem relatou ter sido forçada a atos sexuais sob violência física, incluindo tapas, socos e um chute no abdômen, sendo impedida de deixar o quarto.
A Polícia Civil identificou cinco autores no total, um deles adolescente.
O pedido de prisão dos outros quatro suspeitos esbarrou inicialmente no plantão judiciário. A Polícia Civil solicitou as prisões e mandados de busca ainda durante o plantão, mas o caso não foi considerado urgente naquele momento. O processo passou primeiro pela Vara de Violência Doméstica e, depois, foi encaminhado à vara especializada. As ordens de prisão foram expedidas apenas na última sexta-feira (27.02), cerca de 20 dias após o pedido inicial.
Quando os mandados foram cumpridos, os suspeitos já não estavam em suas residências. De acordo com o delegado, dois deles se entregaram nesta terça-feira (03). enquanto Vitor Hugo Simonin e outro envolvido permanecem foragidos. A expectativa das autoridades é que os demais se apresentem até quarta-feira (4.03).
A apreensão dos celulares é considerada peça-chave na investigação, pois a polícia acredita que houve intensa troca de mensagens antes e depois do episódio.
IMAGENS REVELAM MOVIMENTAÇÃO APÓS CRIME EM COPACABANA.
Novos detalhes do inquérito sobre o estupro coletivo ocorrido em 31 de janeiro de 2026 trazem à tona o que as câmeras de segurança do prédio registraram. Segundo a Polícia Civil, as gravações mostram desde a chegada dos quatro jovens indiciados até a saída da vítima de 17 anos.
Após acompanhar a adolescente até o elevador, o menor que a convidou ao local retorna ao corredor realizando gestos que, segundo o relatório policial, aparentam ser de “comemoração”. Ele foi registrado saindo do apartamento sorridente logo em seguida.
O documento detalha a saída conjunta de:
- Bruno Felipe dos Santos Allegretti
- Vitor Hugo Oliveira Simonin
- Mattheus Veríssimo Zoel Martins
- João Gabriel Xavier Bertho
- O adolescente envolvido.
As imagens são peças fundamentais para a investigação que apura a conduta de cada um no imóvel.
Posicionamento das Autoridades
A secretária de Desenvolvimento Social, Rosangela Gomes, expressou “profunda indignação e tristeza” diante das denúncias. Em suas redes sociais, afirmou que sua gestão é pautada pela defesa intransigente dos direitos das mulheres.
“Jamais compactuaria com qualquer ato que fira a dignidade feminina ou a integridade de nossas jovens”, declarou a secretária.
O Governo do Estado também se manifestou repudiando veementemente o crime e confirmou que a Secretaria da Mulher está prestando apoio jurídico e psicológico à vítima e sua família. As diligências para localizar os foragidos continuam em andamento.




