A sessão ordinária do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) desta segunda-feira (09.02), em Manaus, foi palco de um intenso embate entre os conselheiros Ary Moutinho Jr. e Luís Fabian. O que deveria ser um debate sobre políticas de educação pública transformou-se em uma troca de acusações pessoais, pedidos de prisão e desafios públicos de quebra de sigilo fiscal e patrimonial.
A tensão teve início quando o conselheiro Ary Moutinho Jr. criticou a atual situação da educação no estado, parabenizando municípios que não aderiram a propostas da Corte. Em tom ríspido, Moutinho classificou a política educacional como uma “disfarçatez” e defendeu a intervenção de órgãos federais.
“Esse pacto tinha que começar com a Polícia Federal dentro da Seduc […] pegar esses verdadeiros assaltantes do dinheiro público, esses verdadeiros canalhas que fazem com que as nossas crianças não tenham perspectiva de futuro”, afirmou Moutinho.
O conselheiro chegou a declarar que os últimos três secretários da pasta deveriam estar presos, direcionando o ataque diretamente a Luís Fabian, que geriu a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-AM) entre 2019 e 2021.
Durante o confronto, Moutinho elevou o tom ao questionar o patrimônio de Fabian, lançando um desafio direto perante o plenário com a quebra mútua de sigilo fiscal, telefônico e de registros de viagens.
Ao responder, o conselheiro Luís Fabian evitou rebater as ofensas de forma direta, classificando as falas do colega como “impropérios”. Fabian afirmou que não utilizaria o conselho para “buscar plateia” e que eventuais denúncias devem ser tratadas pelas autoridades competentes.
“Existem autoridades constituídas para investigarem quaisquer que sejam as eventuais denúncias que houverem”, pontuou Fabian, ressaltando que as fiscalizações já estão em curso pelos órgãos de controle.
Devido ao descontrole da discussão, a presidente da sessão, conselheira Yara Lins, precisou intervir para garantir a ordem e o prosseguimento da pauta do dia.




