Foto: Divulgação/Idam
A pesca de oito espécies de peixes amazônicos foi liberada no Amazonas a partir deste domingo (16), após o fim do período de defeso, que durou quatro meses. Com isso, pescadores artesanais podem voltar a capturar aruanã, caparari, surubim, matrinxã, pirapitinga, mapará, sardinha e pacu nos rios do estado.
O defeso teve início em 15 de novembro de 2024 e foi uma medida para preservar a reprodução e a população desses peixes. Segundo o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), a suspensão temporária da pesca é essencial para garantir que os estoques pesqueiros se mantenham em níveis sustentáveis.
Mesmo com o fim das restrições para essas oito espécies, o Idam alerta que a pesca do tambaqui segue proibida até 31 de março. Já o pirarucu tem defeso permanente e só pode ser capturado em unidades de conservação autorizadas.
A gerente de Apoio à Aquicultura e Pesca do Idam, Karen Alves, reforçou a importância do cumprimento do defeso para a conservação dos recursos naturais. “Respeitar esse período é fundamental para manter o equilíbrio da fauna aquática e garantir que a atividade pesqueira continue sendo uma fonte de sustento para milhares de famílias”, afirmou.
Além de beneficiar o meio ambiente, o fim do defeso representa um novo impulso para o setor pesqueiro e a economia local. Eventos tradicionais, como a Pesca do Mapará, realizada no município de Careiro da Várzea, a 25 quilômetros de Manaus, já começam a movimentar a região. A festividade atrai pescadores e comerciantes, fortalecendo a geração de renda na cadeia produtiva do pescado.
O defeso é uma medida federal aplicada para conter a redução da população de diversas espécies, impactada pelo aumento da capacidade de captura e pelo avanço tecnológico da pesca. Segundo o Idam, a fiscalização continua ativa para coibir práticas ilegais, garantindo que a atividade siga dentro das normas ambientais.




