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O estilista italiano Giorgio Armani morreu nesta quinta-feira (4), aos 91 anos. A morte foi confirmada pelo Grupo Armani. Segundo a empresa, o criador da grife homônima trabalhou “até os últimos dias” e faleceu em paz, cercado por familiares.

De acordo com a casa de moda, haverá homenagem pública no Armani/Teatro, em Milão, no sábado (6) e no domingo (7); o funeral será privado, em data reservada pela família.
Armani fundou sua marca em 1975 e remodelou a alfaiataria com silhuetas fluidas — uma interpretação que o associou, décadas depois, ao vocabulário de “quiet luxury”. A projeção global se consolidou nos anos 1980, quando suas criações vestiram Richard Gere em American Gigolo e se tornaram presença constante no tapete vermelho.

Dono de um império que inclui linhas de alta-costura, prêt-à-porter, perfumes, interiores, restaurantes e hotéis, Armani manteve a independência do grupo ao longo de cinco décadas, recusando propostas de conglomerados e controlando de perto o negócio, que movimenta bilhões de euros por ano.
Nas últimas semanas, o estilista faltou a desfiles por motivo de saúde — ausência rara em sua carreira — após um período de convalescença.
A notícia provocou repercussão mundial. Líderes políticos e estrelas da moda e do entretenimento lamentaram a morte do designer, celebrado como “Re Giorgio” e apontado como um dos responsáveis por colocar o “Made in Italy” no centro da moda contemporânea.
Em entrevistas recentes, Armani indicou ter planejado uma transição gradual de sua obra e da empresa a colaboradores de confiança e familiares — entre eles, o diretor de estilo Leo Dell’Orco.





