Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O ex-presidente Jair Bolsonaro, de 70 anos, sofreu uma queda na madrugada desta terça-feira (6.01) em sua cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Segundo informações confirmadas por sua equipe médica e pela família, o político passou mal enquanto dormia, vindo a bater a cabeça em um móvel.
A notícia foi inicialmente divulgada pela ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, em suas redes sociais. “Meu amor não está bem. Durante a madrugada, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça”, relatou.

Horas depois, o médico de Bolsonaro, Claudio Birolini, afirmou à GloboNews que o ex-presidente teve um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve, quadro que exige observação, embora a recuperação mental costume ocorrer em até 24 horas.
Em nota oficial, a Polícia Federal confirmou o atendimento médico dentro das dependências da corporação. De acordo com a PF, os ferimentos foram considerados leves e o médico responsável não viu necessidade imediata de transferência hospitalar, recomendando apenas repouso e observação.
No entanto, Michelle Bolsonaro publicou uma nova atualização afirmando que o ex-presidente será encaminhado a um hospital para a realização de exames complementares. Até o momento, a PF não confirmou a saída do custodiado.
Histórico de saúde recente
O incidente ocorre apenas cinco dias após Bolsonaro retornar à sede da PF. Ele passou nove dias internado — incluindo o período de Natal — para a realização de uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral e procedimentos para conter crises persistentes de soluços, que envolveram bloqueios nos nervos frênicos e uma endoscopia.
Apurações da TV Globo indicam que Bolsonaro não acionou os agentes imediatamente após a queda. O ferimento no rosto só foi notado na manhã seguinte por um policial, que solicitou o atendimento médico.
Situação Jurídica
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Na última semana, a defesa do ex-presidente solicitou a conversão da pena para prisão domiciliar, alegando fragilidade na saúde do político. O pedido, contudo, foi negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.




