Um jantar de domingo terminou em tragédia em um dos destinos turísticos mais famosos do Brasil. Rafael Ventura Martins, um turista de 32 anos natural de São Paulo, foi assassinado a tiros dentro do restaurante Caldinho do Nenen, localizado na orla de Porto de Galinhas, em Ipojuca, no Grande Recife.
O homicídio aconteceu por volta da noite de domingo (4.01). Rafael estava acompanhado da companheira em uma mesa na varanda do estabelecimento, à beira-mar, quando foi atingido. Relatos de testemunhas que circulavam pelas redes sociais indicam que o crime teria sido precedido por uma confusão motivada por ciúmes.
A vítima foi atingida por dois disparos, sendo um deles no rosto. Apesar das tentativas de socorro por parte de outros clientes — registradas em vídeos que mostram pessoas realizando massagem cardíaca no homem caído — Rafael não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Investigação e Posicionamentos
A Polícia Civil de Pernambuco registrou o caso como homicídio e informou que diligências estão sendo realizadas para identificar o autor dos disparos e esclarecer a dinâmica dos fatos. Até o momento, a corporação não confirmou oficialmente a motivação da briga ou se o suspeito já foi identificado.
Em nota oficial, o restaurante Caldinho do Nenen lamentou o episódio de violência:
“O estabelecimento prestou o devido apoio desde o primeiro momento e está colaborando integralmente com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos”, afirmou a gerência, reforçando o compromisso com a segurança de seus clientes.
A polícia ainda investiga quem foi o autor do crime e a motivação.
Relembre caso recente de violência elvolvendo turistas em Porto de Galinhas
O casal Jhonny e Cleiton, natural do Mato Grosso, foi agredido em Porto de Galinhas durante uma confusão encolvendo comerciantes da Praia Central, no dia 27 de dezembro.
A confusão teve início devido a uma divergência sobre os valores cobrados pelo uso de equipamentos de praia. Segundo o relato das vítimas, um comerciante ofereceu o aluguel de cadeiras por R$ 50, garantindo isenção da taxa caso houvesse consumo de petiscos.
Ao solicitarem a conta por volta das 16h, após consumirem duas águas de coco, os turistas foram surpreendidos com uma cobrança de R$ 80. O comerciante alegou que, como não houve consumo de comida, o valor das cadeiras teria subido.
“Ele falou: ‘eu vi que vocês não consumiram o petisco, então agora eu vou cobrar R$ 80 da cadeira de vocês'”, relatou Jhonny.
Ao questionarem a alteração abusiva no preço, Jhonny e Cleiton foram atacados. Jhonny, que sofreu a maior parte das agressões, descreveu momentos de pânico:
- Ferimentos: O turista sofreu hematomas na face e pelo corpo devido a chutes.
- Atendimento Médico: Exames de raio-X descartaram fraturas, mas ele precisou de medicação para dores intensas.
- Temor pela vida: “Se a gente não conseguisse escapar deles, eles iriam matar a gente. Eu vi a morte na nossa frente”, desabafou.




