Ônibus é depredado em meio à paralisação dos rodoviários em Manaus

Foto: Reprodução

A paralisação dos rodoviários em Manaus, iniciada na tarde de quinta-feira (11), ganhou novos capítulos nesta sexta-feira (12). Além da interrupção no transporte coletivo, um ônibus da empresa Vegas foi depredado na Avenida Leonardo Malcher, no Centro, acentuando a tensão entre trabalhadores, empresas e passageiros.

Imagens mostram o veículo com duas janelas quebradas e outra rachada. Segundo testemunhas, o dano teria sido provocado por uma pessoa revoltada com a paralisação, que deixou centenas de passageiros sem alternativa de transporte.

Com ônibus estacionados no meio da via, passageiros tiveram de descer dos coletivos e seguir a pé até o Terminal de Integração. “Vim do bairro Alvorada para trabalhar no Centro e tive que andar o restante do caminho”, contou a comerciante Edilene de Aquino.

Outros usuários também relataram dificuldades. “Eu estou indo para a igreja, mas vou a pé até onde aguentar”, disse uma passageira. Outra usuária afirmou não ter sido avisada da paralisação: “Vi na TV ontem, mas achei que já tinha normalizado”.

O que pedem os rodoviários

A paralisação é reflexo da greve deflagrada pelo Sindicato dos Rodoviários devido ao atraso no pagamento dos salários de agosto, que deveriam ter sido quitados no último dia 8. Além disso, trabalhadores cobram o pagamento de benefícios que estariam em atraso.

Na tarde de quinta-feira, motoristas chegaram a estacionar ônibus em frente à sede do Governo do Amazonas, na Avenida Brasil, bairro Compensa, em protesto contra a falta de repasses financeiros.

Impasse entre empresas e governo

De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), os salários só poderão ser pagos após a liberação de recursos pelo governo estadual. Já a Prefeitura de Manaus informou que todos os pagamentos sob responsabilidade municipal estão em dia e ressaltou que parte dos valores do transporte depende de repasses do Estado, incluindo os destinados ao transporte de estudantes da rede pública.

O futuro da greve será decidido após audiência marcada para esta sexta-feira no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11). Até lá, a orientação do sindicato é manter a paralisação parcial, enquanto os usuários do transporte coletivo seguem enfrentando longas caminhadas, superlotação em alguns trechos e custos extras com alternativas de deslocamento.

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