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O campeão do Big Brother Brasil 24, Davi Brito, tornou-se réu por violência psicológica na Justiça do Amazonas após ameaçar a modelo amazonense Tamires Assis com uma arma de fogo durante uma videochamada. A decisão, proferida no dia 8 de abril pela juíza Ana Lorena Teixeira Gazzineo, foi revelada nesta quarta-feira (16) pela Rede Amazônica.
O episódio ocorreu em julho de 2024, cerca de um mês após o fim de um breve relacionamento entre os dois, iniciado após um encontro no Festival Folclórico de Parintins. Durante a ligação, Davi teria questionado Tamires de forma agressiva e exibido a arma, o que motivou a modelo a capturar uma imagem da videochamada como prova.
Tamires registrou boletim de ocorrência no dia 23 de julho, na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher, em Manaus, e obteve medida protetiva. Segundo os autos, ela estava prestes a viajar a Salvador para encontrar Davi, mas desistiu após uma série de comportamentos hostis por parte dele.
A modelo relatou que, após retornar para casa, Davi ligou para ela e a agrediu verbalmente. “Quando eu cheguei em casa, ele me ligou falando que eu era uma burra, que não sabia usar a internet, que eu tinha que me calar. Que a internet funciona assim, é assim que se faz. Que quando acontecem as coisas a gente tem que se calar”, disse Tamires à Rede Amazônica.
Segundo o advogado que iniciou a defesa da modelo na época, Vilson Benayon, o impacto emocional do episódio foi profundo. “Tamires agora vive com medo, está isolada e muito abalada com a repercussão do caso. Isso tem afetado seu emocional, levando-a a procurar ajuda profissional”, declarou.
Para a Justiça, Davi apresentou um comportamento instável — primeiro alegando estar doente e, em seguida, agindo de forma agressiva e controladora — o que fundamentou a concessão da medida protetiva. O padrão de conduta foi interpretado como indicativo de violência de gênero.
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) concluiu que, além da ameaça com arma, Davi incitou seus seguidores a atacarem Tamires nas redes sociais após o caso se tornar público. Em agosto de 2024, a corporação pediu a prisão preventiva do ex-BBB por violência doméstica, mas até o momento a Justiça não decidiu se acata o pedido.
Diante da demora na resposta, a defesa de Tamires protocolou uma queixa na Corregedoria do Tribunal de Justiça do Amazonas em outubro do mesmo ano. Segundo a atual advogada da modelo, Danielle Uchôa, a falta de definição no processo é uma forma de negligência. “É uma forma de manter impune a situação. Não pune e também não absolve. Já é muito doloroso para uma mulher passar por uma violência. É mais doloroso ainda quando ela vê que ninguém se importa”, afirmou.
Em nota, o TJAM informou que todas as medidas protetivas solicitadas foram concedidas e continuam em vigor. A Justiça também confirmou que a denúncia do Ministério Público foi aceita no início deste mês e que o processo segue em tramitação regular, sob sigilo, por se tratar de um caso envolvendo a Lei Maria da Penha. A Corte acrescentou ainda que a reclamação feita por Tamires à Corregedoria foi respondida oficialmente em dezembro, mas a advogada afirma não ter sido notificada.





