Justiça do Amazonas revoga prisão de acusado pela morte do sambista Paulo Onça

O Tribunal de Justiça do Amazonas revogou a prisão preventiva do comerciante Adeilson Duque Fonseca, acusado de agredir o sambista Paulo Onça após um acidente de trânsito em dezembro de 2024. A decisão foi proferida nesta semana pela 1ª Vara do Tribunal do Júri, com a substituição da prisão por medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

Adeilson estava preso há mais de seis meses e responde por homicídio após agredir o músico na Rua Major Gabriel, zona Sul de Manaus, em um episódio que teve grande repercussão na capital. A vítima permaneceu internada por cerca de cinco meses, vindo a falecer no fim de maio deste ano.

Segundo a decisão judicial, não há atualmente elementos que justifiquem a manutenção da prisão preventiva, considerada medida excepcional e de natureza cautelar. O juiz responsável destacou que o réu é primário, possui endereço fixo, não responde a outras ações penais e exercia atividade profissional lícita antes da prisão.

Entre as medidas impostas ao acusado estão:

  • Monitoramento eletrônico pelo período de 200 dias
  • Comparecimento mensal em juízo
  • Proibição de manter contato, por qualquer meio, com os familiares da vítima
  • Distanciamento mínimo de 300 metros dos parentes de Paulo Onça
  • Proibição de deixar a Comarca de Manaus sem autorização judicial
  • Participação obrigatória por sete meses no projeto Reeducar

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) já recorreu da decisão e aguarda a manifestação da defesa para que o recurso seja encaminhado ao Tribunal de Justiça. Enquanto isso, o processo continua tramitando na vara de origem.

O caso teve ampla repercussão em Manaus e provocou manifestações da classe artística local. Paulo Onça era conhecido no meio cultural por sua atuação como sambista e sua morte foi considerada uma perda significativa para o cenário musical da cidade.

A expectativa agora se volta para o julgamento do mérito da ação penal e para o posicionamento do Tribunal sobre o recurso do MP. Familiares e amigos da vítima cobram justiça e pedem celeridade na conclusão do caso.

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