VÍDEO: Hytalo Santos sai da cadeia em Carapicuíba chorando e é transferido para presídio em SP

Foto: Reprodução

O influenciador digital Hytalo Santos e seu marido, Israel Nata Vicente (também conhecido como Euro ou MC Euro), deixaram visivelmente emocionados a carceragem do 1º Distrito Policial de Carapicuíba, na Grande São Paulo, no início da tarde desta segunda-feira (18). Ambos foram transferidos ao Centro de Detenção Provisória (CDP) I de Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista.  

A chegada ao CDP ocorreu por volta das 15h50, conforme informado pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).  Hytalo foi flagrado chorando no momento da transferência, em um sinal de emoção que chama atenção pela repercussão do caso nas redes sociais e na imprensa.  

Mandado e Detenção

O casal foi preso na última sexta-feira (15) em Carapicuíba, em cumprimento a mandado de prisão preventiva emitido pela Justiça da Paraíba. A ação foi motivada por investigações do Ministério Público da Paraíba (MP‑PB) e do Ministério Público do Trabalho (MPT), com apoio da Polícia Civil paulista.  

Natureza das Investigações

Eles são investigados por crimes complexos e graves, incluindo:

  • Exploração sexual de menores, com produção de conteúdo envolvendo crianças e adolescentes (“adultização”) para redes sociais.
  • Tráfico humano, com suspeitas de aliciamento e abuso digital.
  • Produção e monetização de conteúdo sexualizado envolvendo menores, por meio de “reality shows virtuais” realizados em mansões, com os jovens sendo chamados de “crias”, “filhas” e “genros”.  

O caso ganhou força após o youtuber Felca lançar, em 6 de agosto, um vídeo de quase 50 minutos denunciando essas práticas e expondo imagens e relatos de adultização. O conteúdo viralizou e foi crucial para a mobilização judicial.  A repercussão culminou na derrubada dos perfis dos investigados nas redes sociais, proibição de contato com menores e desmonetização dos conteúdos.  

Cooperação entre Órgãos

Parte da apuração decorreu da Operação Justiça em Ação, uma ação integrada que contou com o Ciberlab do Ministério da Justiça, o Gaeco da Paraíba, MPT, Polícia Civil e outros órgãos federais que identificaram rastros digitais e fluxos financeiros que sustentaram o mandado de prisão.  

O casal permanecerá no CDP I de Pinheiros até que a Justiça determine sua transferência para a Paraíba, onde ocorrerá continuidade no processo investigativo.  

A defesa nega as acusações e promete recorrer, inclusive com pedido de habeas corpus.

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