PF apreende mais de R$ 1,2 milhão com empresários de Manaus no Aeroporto de Brasília; suspeita é de lavagem de dinheiro

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) apreendeu mais de R$ 1,2 milhão em espécie durante uma fiscalização no Aeroporto Internacional de Brasília, na manhã desta terça-feira (20). Três empresários, naturais de Manaus (AM), foram presos em flagrante ao transportarem a quantia em cédulas de R$ 200 dentro de uma mala.

De acordo com informações da PF, o grupo alegou que o dinheiro seria utilizado para adquirir materiais em Goiás, destinados às empresas das quais são sócios. As companhias possuem contratos públicos em diversos municípios do Amazonas. No entanto, inconsistências nas declarações feitas pelos empresários, aliadas às suspeitas em torno das atividades das empresas, levantaram a hipótese de que possam se tratar de organizações de fachada, utilizadas para desviar recursos públicos.

A apreensão ocorreu durante uma fiscalização de rotina, quando os agentes desconfiaram do volume e da origem do dinheiro. A investigação apura possível prática de lavagem de dinheiro, crime que visa ocultar a origem ilícita de recursos financeiros, conforme tipificado na Lei nº 9.613/1998.

De acordo com a PF, o caso será aprofundado para identificar a real origem do montante, bem como a existência de outros envolvidos. O dinheiro apreendido permanecerá bloqueado até a conclusão das investigações.

Os empresários foram encaminhados à carceragem da Polícia Federal e passarão por audiência de custódia nesta quarta-feira (21), quando será avaliada a legalidade das prisões e a necessidade de medidas cautelares.

O caso destaca a atuação da PF no combate à lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros, utilizando os aeroportos como pontos estratégicos de fiscalização. A apreensão também reacende o debate sobre a circulação de grandes quantias em espécie no país e os mecanismos utilizados para mascarar atividades ilícitas.

A PF informou ainda que atua em cooperação com outros órgãos para rastrear o caminho percorrido pelos valores e reforçar o enfrentamento a práticas criminosas associadas a contratos públicos e corrupção.

O episódio relembra outros casos emblemáticos de apreensões de grandes quantias de dinheiro no Brasil, como o do ex-ministro Geddel Vieira Lima, quando foram encontrados mais de R$ 51 milhões em um apartamento em Salvador, configurando a maior apreensão de dinheiro vivo da história do país.

As investigações continuam sob sigilo, e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos policiais.

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