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A Justiça determinou, nesta sexta-feira (23), a soltura do delegado da Polícia Civil do Amazonas, Adriano Félix Claudino da Silva, preso no dia anterior durante a Operação Jeremias 22:17, deflagrada pela Polícia Federal (PF). A decisão foi proferida pela juíza Noêmia Cardoso Leite de Sousa, que autorizou que o delegado responda ao processo em liberdade, mas com o cumprimento de medidas cautelares.
Adriano Félix foi preso sob suspeita de integrar um grupo envolvido em sequestro, tortura e serviços clandestinos de segurança relacionados ao roubo de cassiterita, em Caracaraí, interior de Roraima. A investigação aponta que o grupo agia na escolta e transporte de minério extraído de forma ilegal, além de realizar atividades paralelas fora de suas funções públicas.
Apesar da gravidade das acusações, a magistrada entendeu que não há indícios de que o delegado tenha tentado obstruir as investigações, embora tenha se recusado a fornecer a senha de seu telefone celular. Com isso, determinou a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares.
Entre as medidas impostas ao delegado estão:
- Comparecimento bimestral em juízo para informar e justificar suas atividades;
- Proibição de manter contato ou se aproximar dos demais investigados;
- Proibição de se ausentar da cidade onde reside por mais de 15 dias sem autorização judicial;
- Suspensão do exercício de funções públicas.
Além de Adriano Félix, também foi solta a vereadora de Caracaraí e escrivã da Polícia Civil de Roraima, Adriana Souza dos Santos, que estava presa no âmbito da mesma operação. Ambos agora aguardam o andamento do processo em liberdade, mas devem cumprir as mesmas obrigações legais.
Outros investigados, no entanto, continuam presos. Entre eles estão dois policiais civis do Amazonas, um policial militar de Roraima e um empresário. Segundo a PF, parte dos detidos não colaborou com as investigações ou apresentou indícios de tentativa de obstrução, o que motivou a manutenção das prisões.
A Operação Jeremias 22:17 investiga a atuação do grupo suspeito de sequestrar e torturar um homem, com o objetivo de obter informações sobre o destino de uma carga de cassiterita roubada. As investigações apontam que os envolvidos atuavam como uma milícia, oferecendo segurança e escolta de cargas ilegais na região Norte do país.
A Polícia Federal segue com as investigações para aprofundar as apurações sobre o esquema criminoso e identificar outros possíveis envolvidos.
(Em atualização)





