Em um desfecho histórico para um dos crimes mais emblemáticos da política brasileira recente, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por unanimidade, nesta quarta-feira (25.02), os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão receberam a sentença de 76 anos e três meses de prisão.

O Veredito e as Condenações
A decisão colegiada impôs punições rigorosas aos envolvidos na arquitetura do crime e na estrutura criminosa que o cercava:
- Domingos e Chiquinho Brazão: Condenados como mandantes dos assassinatos.
- Ronald Paulo de Alves (Major) e Robson Calixto Fonseca: Condenados pelo crime de organização criminosa.
- Rivaldo Barbosa: O ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro foi absolvido da acusação de mandante, mas recebeu condenação por obstrução à Justiça e corrupção passiva majorada.
Emoção e Simbolismo
O anúncio da sentença no STF encerrou um ciclo de quase oito anos de incertezas e impunidade. Logo após a conclusão do julgamento, uma cena forte marcou o plenário: o abraço entre a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã de Marielle, e a viúva da vereadora, Mônica Benício.
O gesto, acompanhado por lágrimas e aplausos contidos, simbolizou o alívio de familiares que transformaram o luto em uma jornada global por justiça. Para os presentes, a decisão não representa apenas a punição dos culpados, mas uma resposta institucional necessária ao Estado democrático de direito.
“Este é um momento de resposta para as famílias, mas também para o país, que aguardava o desfecho de um crime que tentou silenciar o que Marielle representava”, afirmaram vozes próximas à defesa das vítimas.





