Ex-jogador agora é considerado inocente e poderá reaver valor da fiança milionária. Ministério Público ainda pode recorrer.
O Tribunal Superior de Justiça da Catalunha anulou nesta sexta-feira (28) a condenação de Daniel Alves por agressão sexual, decidindo por unanimidade que a sentença anterior apresentava “inconsistências, lacunas e contradições”. A decisão acolheu o recurso da defesa e suspendeu todas as restrições de viagem impostas ao ex-jogador.
Daniel havia sido condenado a 4 anos e 6 meses de prisão em fevereiro de 2024, acusado de ter abusado sexualmente de uma mulher de 23 anos no banheiro de uma boate em Barcelona, na virada de 2022 para 2023.
Na nova decisão, os magistrados apontam que o depoimento da suposta vítima diverge dos registros das câmeras de segurança e de outras provas materiais, o que comprometeria a credibilidade da versão apresentada por ela. A corte concluiu que não há elementos suficientes para afastar a presunção de inocência do réu.
Apesar da absolvição em segunda instância, ainda cabe recurso à Suprema Corte da Espanha e ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos.
A defesa de Daniel Alves celebrou o resultado. “A justiça foi feita”, disse a advogada Inés Guardiola à rádio RAC1. A mãe do jogador também comemorou a decisão nas redes sociais.
Com a reversão da sentença, Alves poderá reaver os 1 milhão de euros pagos como fiança. Segundo especialistas, a restituição depende do trânsito em julgado da decisão.
Já o Ministério Público ainda não se pronunciou sobre um possível recurso. O caso segue gerando repercussão política na Espanha, com críticas à decisão por parte de setores que denunciam a revitimização de mulheres.





