NR-1: Inclusão de riscos psicossociais entra em vigor em maio com caráter educativo

Empresas terão um ano para se adaptar às novas diretrizes sobre saúde mental no trabalho, sem aplicação de multas

A partir de 26 de maio de 2025, entra em vigor a nova fase da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que inclui os fatores de risco psicossociais como elementos a serem observados na gestão de segurança e saúde no trabalho. No entanto, conforme anunciado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a implementação ocorrerá inicialmente em caráter educativo, ou seja, sem a aplicação de sanções às empresas durante o primeiro ano.

A medida atende a pedidos de diversas entidades do setor produtivo, como a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que solicitaram um período de transição diante da complexidade técnica e conceitual envolvida nos novos critérios.

Entre os fatores psicossociais estão elementos como sobrecarga de trabalho, jornadas exaustivas, pressão por metas inatingíveis, assédio moral e falta de apoio no ambiente corporativo — aspectos reconhecidos como potenciais causadores de adoecimento psíquico e emocional dos trabalhadores.

Segundo a FecomercioSP, muitos empreendimentos, especialmente os de pequeno porte, ainda não conseguiram se estruturar para cumprir as novas exigências. A dificuldade técnica em identificar e mensurar esses riscos também foi levada em conta pelo MTE, que irá lançar um Guia de informações sobre os fatores psicossociais relacionados ao trabalho. O material será produzido com a colaboração das bancadas de empregados e empregadores, e servirá como orientação oficial para os procedimentos.

Além disso, será criada uma comissão nacional temática com representantes do governo, de sindicatos e do setor empresarial para acompanhar a implementação e propor aprimoramentos.

Em reunião realizada em Brasília, no último dia 24, representantes da FecomercioSP e de outras entidades reforçaram junto ao ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a importância do período educativo. A medida foi oficialmente acolhida e publicada em nota divulgada pelo Ministério.

A norma segue válida para todas as empresas abrangidas pela legislação trabalhista e faz parte de um esforço mais amplo do governo para promover ambientes laborais mais saudáveis, inclusivos e humanizados.

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