Greve de Rodoviários deixa passageiros sem transporte em Manaus

Manaus enfrenta uma paralisação no transporte coletivo nesta quinta-feira (11), após o Sindicato dos Rodoviários determinar o recolhimento de todos os ônibus às garagens. A medida intensifica a greve iniciada mais cedo e já provoca transtornos em diversos pontos da cidade, embora ainda não haja estimativa oficial de linhas e bairros afetados.

No início da tarde, motoristas estacionaram coletivos em frente à sede do Governo do Amazonas, na Avenida Brasil, bairro Compensa, como forma de protesto. A categoria exige o pagamento dos salários referentes ao mês de agosto, que deveriam ter sido depositados até o quinto dia útil, na última segunda-feira (8), mas permanecem em atraso.

Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Josenildo Oliveira, mais de 8 mil trabalhadores estão sendo prejudicados. Ele afirma que este não é o primeiro atraso por parte do Governo do Estado e que os rodoviários aguardam uma resposta oficial até as 15h. Caso não haja posicionamento, a orientação é de paralisação total.

Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informou que o pagamento dos salários depende da liberação dos recursos do passe livre estudantil, que foram inicialmente depositados judicialmente e depois devolvidos ao Estado. O Sinetram afirma que, assim que os valores forem liberados, serão repassados às empresas para quitação dos débitos com os trabalhadores.

Nota da prefeitura

A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), esclarece que a paralisação dos rodoviários, nesta quinta-feira, 11/9, não foi provocada por débitos da gestão municipal. Todos os pagamentos de responsabilidade da prefeitura estão quitados até setembro.

O repasse de subsídios, tanto estadual quanto municipal, é essencial para manter o equilíbrio financeiro do sistema e permitir que as empresas honrem seus compromissos, inclusive trabalhistas. Para assegurar a continuidade do serviço e evitar prejuízos à população, o IMMU oficiou a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), solicitando que os valores referentes ao transporte dos estudantes da rede estadual, atualmente em processo judicial, sejam repassados diretamente ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram).

Cabe ao Sinetram, representante das empresas operadoras, efetuar o repasse às companhias responsáveis, garantindo o pagamento aos trabalhadores e a regularidade do serviço.

A Prefeitura de Manaus reafirma que cumpre rigorosamente suas obrigações, atua com transparência e seguirá defendendo tanto os trabalhadores do transporte quanto a população que depende diariamente do sistema coletivo.

O governo do Estado ainda não respondeu sobre a paralisaçã0

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