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Paralisação parcial do transporte coletivo teve início nas primeiras horas desta terça (15); trabalhadores reivindicam reajuste e permanência dos cobradores
Usuários do transporte coletivo em Manaus enfrentaram grandes dificuldades na manhã desta terça-feira (15) devido à paralisação de parte da frota de ônibus da cidade. A greve dos rodoviários, iniciada por volta das 4h, afeta diretamente o deslocamento da população, especialmente nos bairros mais afastados e nos terminais de integração.
A categoria reivindica reajuste salarial de 12% e a manutenção do espaço de trabalho dos cobradores nos ônibus. A paralisação parcial foi confirmada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Manaus ainda na segunda-feira (14), após manifestação realizada na Câmara Municipal de Manaus (CMM), onde estava prevista uma audiência pública sobre o tema, adiada de última hora.
Durante a manhã, o impacto foi sentido principalmente nos bairros das zonas Oeste e Leste da capital. Em pontos como o bairro Lírio do Vale, passageiros relataram esperas superiores a duas horas por ônibus. No Terminal 5, na Zona Leste, a situação foi agravada pela superlotação e dificuldade de embarque nos poucos veículos em circulação.
Relatos de trabalhadores indicam atrasos significativos para o cumprimento da jornada, ausência de ônibus nos bairros e lentidão no sistema de rastreamento por aplicativos. Passageiros relataram que a demora, que já é recorrente em dias normais, se intensificou com a greve.
Segundo comunicado do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), uma decisão liminar obtida junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região determina que 70% da frota circule nos horários de pico, das 6h às 9h e das 17h às 20h. Nos demais períodos, deve ser mantida a operação de no mínimo 50% dos veículos, sob pena de multa de R$ 60 mil por hora em caso de descumprimento.
A Justiça também proibiu o bloqueio das garagens das empresas e qualquer ação que impeça o funcionamento do serviço público essencial, determinando que manifestações ocorram a, no mínimo, 150 metros dos estabelecimentos.
Até o momento, o Sinetram não divulgou a lista de linhas afetadas nem o número exato de usuários prejudicados.





