Uma onça-pintada foi retirada das águas do Rio Negro, em Manaus, após ter sido avistada nadando por horas e em aparente estado de exaustão. Veterinários confirmaram que o animal havia sido alvejado com um tiro de espingarda na cabeça, com mais de 30 fragmentos de chumbo localizados no crânio e no pescoço, além da perda de alguns dentes. A equipe que participou do resgate precisou improvisar dispositivos de flutuação para manter o felino à tona até a chegada de apoio técnico.
O resgate mobilizou várias instituições, entre elas a Secretaria Estadual de Proteção e Defesa Animal (Sepet), o Batalhão Ambiental, o Instituto Laiff e uma equipe vinculada à deputada Joana Darc (União-AM). Segundo relatos, a onça apareceu desnorteada nas proximidades da Praia da Ponta Negra, zona Oeste da capital.
Após o salvamento, exames revelaram os ferimentos por arma de fogo. O animal está internado e passou por cirurgia nesta quinta-feira. Seu estado é considerado estável, embora bastante estressado. Ainda não há definição sobre o destino futuro da onça, mas uma possibilidade em estudo é o encaminhamento ao Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) ou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).
Ambientalistas e especialistas consideram o caso preocupante por evidenciar ataques contra fauna silvestre, destacando que o sucesso da recuperação dependerá de condições médicas, infraestrutura e de um eventual plano de reintrodução à natureza, se o animal recuperar sua capacidade de sobrevivência.





