Foto: Divulgação/PMAM
Ação criminosa ocorreu no dia 13 de junho e gerou pânico entre clientes do Amazonas Shopping. Um dos suspeitos tentou usar o próprio filho como escudo para evitar prisão.
Dezoito dias após o assalto a uma joalheria no Amazonas Shopping, na Zona Centro-Sul de Manaus, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu três homens e apreendeu uma adolescente de 17 anos suspeitos de envolvimento direto no crime, que causou correria e medo entre os frequentadores do centro de compras. A operação foi deflagrada nesta terça-feira (1º/07), com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core-AM).
Investigação rápida e integrada
Segundo o delegado-geral da PC-AM, Bruno Fraga, as diligências começaram logo após o crime, ocorrido na tarde do dia 13 de junho. A investigação utilizou imagens de segurança, reconhecimento facial e rastreamento dos veículos usados na fuga.
“As equipes da DERFD e da Core-AM conseguiram localizar os envolvidos em uma área de difícil acesso, próximo ao município de Itacoatiara. Uma das participantes, uma adolescente, havia feito o levantamento prévio da loja um dia antes da ação, acompanhada do companheiro, que também participou do roubo”, explicou Fraga.
Crime foi planejado com antecedência
De acordo com o delegado Thomaz Vasconcelos Dias, titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD), seis pessoas participaram da ação criminosa. Três delas foram presas nesta terça, a adolescente foi apreendida, e outros três suspeitos continuam foragidos.
“Na véspera, o casal foi à loja se passando por clientes interessados em joias de formatura. Eles observaram a rotina, o número de funcionários e, no dia seguinte, os comparsas executaram o roubo”, detalhou o delegado.
Os criminosos renderam funcionárias, quebraram vitrines com violência e colocaram joias de alto valor em bolsas. O barulho dos estilhaços causou pânico entre os presentes, que pensaram se tratar de disparos.
Refúgio em sítio e tentativa de fuga
Após o crime, os suspeitos fugiram e se esconderam em um sítio na zona rural de Itacoatiara, a cerca de 15 quilômetros mata adentro. A dona da propriedade foi feita refém e teve sua liberdade restringida. Durante a operação, foi apreendida uma arma de fogo com três munições intactas e duas deflagradas.
“No momento da abordagem, um dos suspeitos ainda tentou usar o próprio filho como escudo humano para evitar a prisão. Foi uma ação de alto risco e que exigiu muito cuidado por parte das equipes”, afirmou Vasconcelos Dias.
Planejamento da operação e desfecho
O coordenador da Core-AM, delegado Juan Valério, destacou o grau de complexidade da operação devido à localização e aos riscos envolvidos.
“Trabalhamos com base em inteligência, pois havia indícios de pessoas inocentes no local, e o terreno dificultava qualquer movimentação. A operação foi cuidadosamente planejada para garantir o sucesso sem riscos a terceiros”, afirmou Valério.
Desfecho judicial
Os três suspeitos presos passarão por audiência de custódia e permanecerão à disposição da Justiça. A adolescente apreendida ficará sob responsabilidade do Juizado Infracional.
As investigações continuam para localizar os demais envolvidos no assalto.





