Uma sequência de crimes brutais chocou os moradores da comunidade Repartimento do Tuiué, na zona rural de Manacapuru, no início desta semana. O que começou com a busca por uma jovem desaparecida terminou com duas mortes e uma investigação complexa sobre assassinato, violência sexual e uma possível execução sumária por grupos criminosos.
Gleiciane Rios dos Santos, de 20 anos, estava desaparecida desde a noite de sábado (31.01). Segundo testemunhas, a jovem foi vista pela última vez consumindo bebidas alcoólicas na comunidade antes de sair acompanhada por um homem.
O desfecho trágico foi confirmado na manhã de segunda-feira (02.02), quando seu corpo foi encontrado nos fundos de um centro social local. A vítima, que deixa um filho de menos de um ano, apresentava sinais de extrema violência, com perfurações de arma branca no pescoço, peito e abdômen.

A confissão e o “Tribunal do Crime”
Horas após a descoberta do corpo, um vídeo passou a circular nas redes sociais. Nele, um homem identificado como Miquéias confessa a autoria do crime. Visivelmente alterado, ele afirma que estava “noiado” — sob efeito de álcool e drogas — no momento em que atacou a jovem.
A “justiça de rua”, no entanto, veio de forma rápida e violenta. Pouco tempo depois da repercussão das imagens, o corpo de Miquéias foi localizado em uma área de mata. Ele apresentava marcas de agressão e perfurações de arma de fogo na cabeça. A principal linha de investigação da polícia é que ele tenha sido alvo de um “tribunal do crime”, executado por facções que dominam a região.




