Apenas um réu vai a júri popular por morte de sargento; empresário Joabson Agostinho é impronunciado

Foto: Reprodução

A Justiça decidiu que apenas Silas Ferreira da Silva, acusado de executar o sargento do Exército Lucas Ramon Guimarães em 2021, será julgado pelo Tribunal do Júri. Outros cinco investigados, incluindo o empresário Joabson Agostinho Gomes, dono da rede Supermercados Vitória, foram impronunciados por falta de provas suficientes.

A decisão, assinada pelo juiz Fábio Lopes Alfaia, determina que Silas Ferreira responderá por homicídio qualificado, enquanto os demais acusados não seguirão para julgamento. Com a impronúncia, foram revogadas as medidas cautelares e assecuratórias impostas a eles.

Além de Joabson, também foram impronunciados: Romário Vinente Bentes, Kamylla Tavares da Silva, Kayandra Pereira de Castro e Kayanne Castro Pinheiro dos Santos. Todos estavam sendo investigados por possível envolvimento na organização do crime.

O Ministério Público do Estado já anunciou que recorrerá da decisão, sustentando que há provas suficientes para levar todos os acusados a julgamento. O órgão alega que Silas Ferreira confessou o crime, detalhou a execução e indicou ter sido contratado por intermédio de pessoas ligadas ao grupo empresarial.

O assassinato de Lucas Guimarães ocorreu em uma cafeteria, quando o militar fechava o estabelecimento. Ele foi atingido por disparos na cabeça e não resistiu. Desde então, o caso vem sendo investigado, com prisões, denúncias e revisões judiciais.

A impronúncia dos cinco acusados não representa absolvição definitiva e pode ser revertida, caso o recurso do Ministério Público seja acolhido.

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