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Luciane Barbosa Farias é condenada por lavagem de dinheiro e ligação com facção criminosa no Amazonas
Luciane Barbosa Farias, conhecida como “Dama do Tráfico”, foi presa na manhã da última quarta-feira (28) no bairro Cidade de Deus, zona norte de Manaus. A captura foi coordenada por equipes da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD), após meses de investigações sigilosas.
Luciane estava foragida havia cinco meses e foi localizada em uma residência discreta na zona norte da capital. Contra ela havia uma condenação definitiva de 10 anos de reclusão em regime fechado pelos crimes de lavagem de dinheiro, associação para o tráfico e participação em organização criminosa.
Durante a coletiva de imprensa realizada na sede da DERFD, a polícia destacou o papel estratégico de Luciane no esquema financeiro de uma facção criminosa com atuação no Amazonas. Ela é apontada como uma das principais operadoras de lavagem de recursos ilícitos provenientes do tráfico de drogas e é esposa de Clemilson dos Santos Farias, o “Tio Patinhas”, considerado um dos líderes do Comando Vermelho no estado, preso desde 2022.
Além da condenação já existente, Luciane também é investigada em um inquérito sigiloso que apura novos crimes relacionados à estrutura financeira do crime organizado. Segundo os investigadores, ela utilizava seu conhecimento jurídico e influência em diferentes ambientes para ocultar e movimentar grandes somas de dinheiro.
A detida também ganhou notoriedade nacional em 2023, quando participou de reuniões em Brasília com representantes dos Ministérios da Justiça e dos Direitos Humanos, apresentando-se como presidente do Instituto Liberdade do Amazonas (ILA), uma ONG hoje desativada. De acordo com a PC-AM, há indícios de que a organização tenha sido usada como fachada para legitimar ações financiadas pelo crime.
A Polícia Civil ressaltou que o trabalho investigativo continua e que novas prisões podem ocorrer nos próximos dias. O nome de Luciane, agora, volta a figurar no centro das atenções como símbolo da tentativa de sofisticação das estruturas criminosas no estado.
Segundo a delegada-geral da PC-AM, o caso serve de alerta sobre os métodos de infiltração do crime organizado em instituições civis e reforça a importância da vigilância sobre entidades que se apresentam como representantes de causas sociais.
Luciane Barbosa Farias foi encaminhada para o sistema prisional onde cumprirá pena pela condenação já expedida, enquanto outras investigações seguem em andamento sob sigilo judicial.





