O cantor, compositor e pianista Benito Di Paula, um dos nomes mais populares e influentes da música brasileira, morreu na noite deste domingo, 18 de outubro, aos 84 anos. O artista estava internado no Hospital 9 de Julho, na cidade de São Paulo, e faleceu por volta das 20h em decorrência de complicações de um câncer, doença contra a qual lutava há cerca de um ano.
A informação foi confirmada oficialmente por sua assessoria de imprensa. Até o momento, detalhes sobre o velório e o sepultamento do músico ainda não foram divulgados pela família.
“Ao longo da carreira, emplacou canções que se tornaram clássicos populares e consolidou uma obra reconhecida por sua personalidade artística”, destacou a equipe do cantor em nota oficial. “Sua partida deixa uma lacuna na música brasileira e encerra a trajetória de um artista que marcou a história do samba e da canção popular no país.”
Nascido como Uday Velloso em 28 de novembro de 1941, na cidade de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, o artista cresceu em um ambiente profundamente musical. Filho de um músico amador que tocava piano, bandolim e violão, Benito começou sua trajetória artística ainda na adolescência, quando foi convidado pelo incentivador Alfredo Motta para cantar no tradicional Hotel Avenida, em sua cidade natal.
Mais tarde, criado no Rio de Janeiro, o artista adotou o nome artístico de Benito Di Paula e conquistou projeção em todo o país a partir dos anos 1970. Com um estilo único que fundia o piano ao samba tradicional — um verdadeiro “esquema novo” —, Benito revolucionou a música popular, arrastando multidões e emplacando clássicos que marcaram gerações.
Sua voz marcante, piano ágil e letras sentimentais o consolidaram como uma figura singular e inesquecível na história da cultura brasileira.





